Sinopse:
1936, inicio da Guerra Civil espanhola, Maria (Ariadna Gil), uma jovem freira vê-se forçada a abandonar o convento onde vive, em Barcelona, após a chegada das forças revolucionárias anarquistas. Acaba se refugiando em um bordel, onde as mulheres estão sendo recrutadas para a organização "Mulheres Livres", sob o comando de Pilar (Ana Belén). Uma médium aleijada chamada Floren (Victoria Abril) une-se a elas e juntamente com todo o pelotão se dirigem a Zaragoza, cidade onde se situa um sangrento campo de batalha.
Libertarias, o mais espetacular e épico filme espanhol de todos os tempos, é um projeto cuja realização vinha sendo planificada durante quase 20 anos. Focando sua narrativa em um grupo de mulheres que lutou no conflito civil espanhol, Aranda agrega um extraordinário elenco feminino que valoriza cada um de seus fascinantes personagens. Ana Belén interpreta Pilar como uma pura guerreira feminista, apaixonada e feroz; Loles León é Charo, a prostituta do coração de ouro; Ariadne Gil é Maria, a santa inocente, Miguel Bosé é o ex-padre, abalado moralmente. E por último, a inigualável Victoria Abril, que se apropria do filme como a psíquica que prevê o futuro.
Aranda recria com um realismo muito próprio, não somente os detalhes físicos do conflito _ as cenas em Zaragoza mostram recriações bélicas maravilhosas_ mas também os ideais políticos derrotados.
Um clímax dolorido coroa esta ambiciosa produção, onde Vicente Aranda consegue um verdadeiro canto épico sobre a guerra e o papel que a mulher pode, e deveria desempenhar, em tal evento. Há momentos nesta obra em que o próprio David Lean ficaria orgulhoso.