A Catalunha é uma nação de origem medieval com uma língua própria e uma tradição cultural, política e jurídica diferenciada, que configurou a personalidade do país e de seu povo.

A formação política da Catalunha tem a sua origem em uma série de condados de tipo feudal surgidos na região de confluência entre o Império Carolíngio e os territórios setentrionais da conquista islâmica da península ibérica (Marca Hispânica). O condado de Barcelona foi adquirindo importância e desde fins do século X obteve a sua independência dos francos. Em 1137 ocorreu a união dinástica de Catalunha e Aragão, com Ramon Berenguer IV, que conquistou os últimos redutos árabes (taifes de Lleida e Tortosa e Siurana, entre os anos 1148 e 1153).

Jaume I, o Conquistador, iniciou a expansão catalã pelo Mediterrâneo com a conquista do reino de Mallorca e de Valencia (1229-1238), e ao longo dos séculos XIII e XIV o país transformou-se em uma potência econômica, através da criação dos “Consolats de Mar” (Consulados de Mar) em muitos dos seus portos, e também uma potência política através das conquistas da Sicília, Sardenha, ducados de Atenas e Neopátria, e no século XV, Nápoles. A delegação permanente das cortes catalãs (um dos primeiros parlamentos europeus) foi substituída pela Generalitat de Catalunya, instituição de governo que foi restaurada no século XX.

O casamento de Fernando II com Isabel de Castela (os Reis Católicos) representou a união dinástica com Castela, porém Catalunha-Aragão conservou até fins do século XVIII as suas instituições políticas e a soberania (direito, moeda, sistema fiscal, etc.). A Guerra de Sucessão entre os Borbons e os Hasburgos, que levou ao trono Felipe V, significou para a Catalunha, que militava pelo lado austríaco, uma grave derrota que provocou a abolição das instituições catalãs (Decreto de Nueva Planta) e a instauração de uma política absolutista e de castelhanização.

O século XVIII representou, mesmo assim, um redirecionamento econômico e o início da industrialização do país, consolidada a partir de 1832 com a máquina a vapor e o predomínio da indústria têxtil de lã e algodão. Os movimentos de recuperação nacional europeus do século XIX influíram na eclosão da Renascença cultural (Jogos Florais, recuperação da língua e da literatura) , do catalanismo político, e também de movimentos artísticos como o Modernismo e o de Vanguarda.

Sob a II República Espanhola a Generalitat de Catalunya foi restaurada e aprovou-se o Estatuto de Autonomia (1932), porém a derrota da Guerra Civil (1936-1939) trouxe a ditadura franquista e a abolição de todos os direitos e as instituições da Catalunha.Com a restauração da Generalitat de Catalunya em 1977 foram criados um Parlamento e um Governo autônomos e foi aprovado o novo Estatuto de Autonomia (1979).


Gravura em madeira colorida que representa as cortes reais
(Edição das Constituições da Catalunha, 1495)


Fonte: www.gencat.net Generalitat de Catalunya
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