A Capital da Cultura Catalã BANYOLES 2004, comemorará no dia 21 de fevereiro,
o Dia Internacional das Línguas Maternas.
No ano de 1999 a UNESCO estabeleceu o dia 21 de fevereiro de cada ano como o
Dia Internacional das Línguas Maternas, comemoração esta que se inscreve no marco dos esforços dessa Organização Internacional para proteger as quase seis mil diferentes línguas existentes ao redor do mundo e, ao mesmo tempo, preservar a diversidade cultural.
O Conselho Geral, órgão supremo da UNESCO, reconheceu o papel que tem a língua materna não só no desenvolvimento da criatividade, da capacidade de comunicação e na elaboração de conceitos, como também no fato de que as línguas maternas constituem o primeiro vetor da identidade cultural.
Ao meio dia do sábado, dia 21 de fevereiro, na Plaça Major de Banyoles, será feita à leitura de fragmentos do texto da Declaração Universal dos Direitos Humanos, na maior parte das línguas maternas existentes na Capital da Cultura Catalã 2004. Os participantes dirão, em catalão, o seu nome e seu idioma materno. Em seguida, farão a leitura na sua própria língua, de um trecho do texto a que nos referimos.
Segundo observou Xavier Tudela, Presidente da Organização Capital da Cultura Catalã, "a comemoração do Dia Internacional das Línguas Maternas em Banyoles, representa uma ótima oportunidade para conhecer uma parte do patrimônio imaterial mundial e, por outro lado, uma nova perspectiva quanto ao respeito e convivência existentes na Catalunha”. A língua materna é uma herança cultural intangível e portanto deve ser preservada.
De acordo com estudos da UNESCO, nos momentos de auge lingüístico existiam no mundo entre 7.000 e 8.000 idiomas diferentes. Hoje as línguas estão passando por um rápido declínio e os lingüistas se deparam com a urgência de documenta-las para a posteridade. Segundo estimativas recentes, a maioria das 6.000 línguas que se falam atualmente em todo o mundo contam com pouquíssimos falantes. A metade das línguas tem menos de 10.000 e 25% do total tem menos de 1.000 falantes.
Mais informações sobre Banyoles Capital da Cultura Catalã 2004, no site: www.cccat.net
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O CATALONIA AUMENTA SEU ACERVO CULTURAL
Como é do conhecimento de todos, nossa entidade está sempre a procura de meios que possam proporcionar a ela, elementos que a caracterizem como um centro de divulgação de nossa cultura.
Foi neste contexto que, entre o final do ano passado e o raiar deste novo ano, iniciamos as negociações para que pudéssemos ter em nossa sede, uma obra de arte importante e genuinamente catalã.
E foi devido a uma velha amizade pessoal de um dos membros da diretoria com o artista plástico Pere Tort, radicado ha muitos anos no Brasil, que conjuntamente com sua esposa, Dulce Lisboa, foram acertadas as condições que muito favoreceram o Catalonia na aquisição desta obra. De fato, o que realmente pesou para o sucesso desta negociação, foi o fato de que ela estaria exposta em um Centro Cultural específico para a divulgação da arte e da cultura catalã; o único em São Paulo e, que se saiba, em todo o Brasil.
Segue uma breve biografia:
Pere Tort nasce em Terrassa em 1916, cidade onde passa a sua infância e juventude. Participou da Escola Pictòrica Catalana. No ano de 1945 promove e cria o movimento de vanguarda barcelonês "Els Blaus de Sarrià", organizando as primeiras exposições do "centro" que se converteria no precursor de Argol, Adlan e Dau el Set. Este movimento de renovação pictórica começou com os artistas de "Els Blaus" sob o apoio do mecenas J.V. Foix. Tort expunha conjuntamente com August Puig, Joan Ponç e Francesc Boadella, juntando-se mais tarde com Francesc Domingo, Cuixart e outros.
Em 1952 vai para o Brasil, fixando-se em São Paulo, onde inicia o processo de síntese de sua obra, entre os elementos da cultura européia e as aportações de seu entorno americano, já que São Paulo era o local onde se transformaram os conceitos europeus com a criação dos famosos "Salões de Arte Moderna", precursores da bienais paulistas. A sua obra evolui constantemente, sendo um dos primeiros pintores mais significativos em adotar uma linguagem construtiva abstrata.
Suas obras são encontradas nos principais museus, centros culturais e coleções privadas em diferentes estados brasileiros, Japão, Suíça, etc. No MACBA ( Museu d'Art Contemporani de Barcelona), existe uma importante coleção de sua obra.
Ao pintor lhe corresponde criar. Ao crítico interpretar. A pintura são linhas, cor, composição, geometria: igual que a música é som. Não se pergunte o que uma sinfonia significa: Ela lhe agrada ou não.
PERE TORT
Site de consulta:
www.artenaweb.com.br/artesplasticas/pedrotort/
AUMENTA, TAMBÉM, O ACERVO DA BIBLIOTECA
Temos recebido, ultimamente, a visita de muitas pessoas novas e como sempre, elas acabam voltando e se "enturmando". É o caso do casal Dalton e Nilce.
Foi com muita satisfação que recebemos destes novos amigos, a doação de dois importantes livros para o acervo de nossa biblioteca. São eles:
Gazeta - n° 1 - Actes de les primeres jornades d'història de la premsa Societat Catalana de Comunicació, 1994
Um importante apanhado de textos, trabalhos e documentos relacionados com a história da imprensa catalã.
BARCELONA - Robert Hughes
Companhia das Letras, 1995
Uma das personalidades críticas mais polêmicas da atualidade, mergulha em cerca de 2 mil anos de história catalã, examinando estrato por estrato da cidade, desde os assentamentos romanos da época de Augusto, até as primeiras décadas do século XX.
Apesar de sua amplitude, este livro guarda ainda o zelo de um bom guia de viagem, capaz de tomar o leitor pelas mãos e fazê-lo avançar, no emaranhado de ruas e datas, até a esquina exata onde se vislumbra o fato mais importante, a fachada mais expressiva.
E ainda mais, com uma grande vantagem....o texto é em português.
Muito obrigado ao casal
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