Nº 5                                                                   Fevereiro de 2004


"BIBLIOTECA CATALONIA - 2"

Novos Livros

Bon Dia - Enric Larreula i Vidal
Edicions La Campana - 2003
Barcelona


É possível que um casal, quando acorda, não saiba se deve estar brigado ou não. Enric Lareulla explica isto de uma maneira insuperavelmente divertida.

Tão repletas de ironia como nos seus livros anteriores, as narrativas que aqui se reúnem são uma magnífica recriação dos tiques pessoais e de situações sociais do nosso tempo.

Enric Larreula, fazendo os personagens falar na primeira pessoa, consegue fazer com que o leitor viva (e sorria, ou verdadeiramente ria com muita freqüência) a cada uma das suas estórias. O motorista que sofre com a perseguição do vendedor ambulante. As difíceis relações entre os passageiros de um avião.
A odisséia de quem vai fazer um tramite num órgão público. Como se comportar durante um engarrafamento na estrada e as conseqüências imprevistas de uma cremação....

Excepcional observador da vida cotidiana, Larreula confirma em Bom Dia a sua condição de mestre da narrativa de humor.




El príncep de Viana - Mariona Ibars
Columna Edicions S.A. - 1996
Bacelona

Existem personagens e acontecimentos na história que não só são deturpados, manipulados ou falsificados pelos interesses do poder dominante, com também ficam condenados, por razões políticas, ao ostracismo total no decorrer dos séculos. Este é o caso do príncipe de Viana, Charles d'Évreux i Trastàmara, primogênito de Blanca de Navarra e Joan d'Aragó, o mito mais relevante de todo o século XV, tanto pelo impacto que causou na opinião pública a sua tragédia pessoal como pela repercussão que teve na nossa história a sua prisão e sua morte misteriosa.





"O CENTENÁRIO DA REVISTA "EN PATUFET" INICIA-SE COM UMA EXPOSIÇÃO NA UNIVERSIDADE DE BARCELONA"

A primeira revista infantil em catalão surgiu em 3 de janeiro de 1904


El Periódico
BARCELONA


O ano do centenário da revista "O Patufet" começou ontem com uma exposição na Universidade de Barcelona, inaugurada pela Ministra da Cultura da Catalunha, Caterina Mieras.

Serão realizados muitos outros eventos no decorrer deste ano, relacionados com esta revista.
No mês de outubro está previsto um encontro de colecionadores do "Patufet".
A Fundação Folch i Torres, promotora dos eventos, publicará um livro que agregará todo o material gráfico, literário e histórico do calendário Patufet 2004, já esgotado.

Josep Maria Folch i Torres foi o principal incentivador da revista durante muitos anos. Suas páginas eram ilustradas pelo desenhista Joan Junceda. Esta foi a primeira revista infantil em catalão. Foi fundada por Aureli Capmany e promovida pelo Fomento Autonomista Catalão e tinha como objetivo fomentar a leitura do catalão entre as crianças. O primeiro número foi editado em 3 de janeiro de 1904 com uma tiragem de 65.000 exemplares. O último, de número 1.806, apareceu na segunda quinzena de dezembro de 1938. O exemplar de janeiro de 1939 não chegou a circular porque Barcelona já havia caído nas mãos das tropas franquistas. Em 1968 teve uma frustrada reaparição que durou até 1973, mas a revista não chegou a conectar-se com a nova sociedade catalã.



Fonte: El Periódico - 25/02/2004



"AUMENTA A UTILIZAÇÃO ORAL DO CATALÃO ENTRE PESSOAS DE ORIGEM LINGUÍSTICA CASTELHANA".


A língua própria passa a ser a mais utilizada com os filhos.

Carol Biosca
BARCELONA

O uso do catalão como língua habitual nas relações interpessoais, muito embora ainda bastante abaixo dos índices esperados, ganha terreno em comparação com os anos anteriores. Segundo os dados estatísticos relacionados ao uso das línguas na Catalunha, em 2003 o catalão foi a língua usada com maior freqüência por 50,1% da população, comparado com os 44% que utilizam o castelhano e os 4,7% que se comunicam nas duas línguas. A leve predominância do uso do catalão sobre o castelhano existe, mesmo levando-se em conta que o idioma majoritário falado pelas pessoas na infância foi o castelhano. Segundo dados divulgados ontem no Parlamento da Catalunha pelo Secretário de Política Lingüística, Antoni Mir, 53% dos cidadãos declaram que a primeira língua falada em casa quando eram pequenos foi o castelhano, enquanto que somente 40% teve o catalão como primeira língua e 2,8% afirmam que cresceram com as duas. Com o objetivo de "melhorar a percepção social da língua" e incrementar o seu uso nos meios informais "através de fórmulas criativas e não impostas", o governo prevê impulsionar uma campanha de sensibilização da sociedade onde personalidades de prestígio em diversos setores profissionais "demonstrem que o catalão é uma língua social e que eles próprios a utilizam", declarou Josep Bargallò, conseller d'Ensenyament (Ministro do Ensino) e responsável pela política lingüística.

Fonte: Diari AVUI - 20/02/2004


"DIMINUE O CRESCIMENTO DA POPULAÇÃO ESTRANGEIRA EM BARCELONA"


O incremento de imigrantes em 2003 é o mais baixo dos últimos cinco anos.


Sònia Pau
BARCELONA

A população estrangeira em Barcelona continuou crescendo em 2003, muito embora tenha iniciado um processo de declínio se comparada com o aumento dos últimos cinco anos. Assim, em 2003 a comunidade estrangeira subiu 24, 2%, a metade do que ocorreu em 2002 (43,3%) segundo o Observatori de la Immigració de l'Ajuntament de Barcelona. O total de estrangeiros incorporados à cidade em janeiro de 2004 foi de 202.489, basicamente 12,8% da população de Barcelona. Paralelamente a esses números, a coordenadora responsável pelo Plano Municipal de Imigração, Núria Carrera, destacou , a diversidade de nacionalidades que já se instalaram na cidade: dos 126 diferentes países de origem que lá estavam representados no ano de 1996, agora passaram a ser 154. "Barcelona tornou-se uma cidade diversificada e capaz de acomodar cores e formas diferentes", foi a interpretação de Carrera perante os dados do Observatori. A maioria dos estrangeiros residentes em Barcelona são provenientes da América Latina (104.886), seguidos a distância pela Europa (44.483). O ranquing dos países de origem é encabeçado pelo Equador, com aproximadamente 33.000; em segundo lugar o Marrocos (13.584) e em terceiro Colômbia (13.307). Um dos casos especiais são os argentinos. Muitos chegaram nos anos 60 e 70 e foram diminuindo o fluxo até que com a recente crise econômica, foram forçados novamente a deixar o seu país. Constituem a quinta comunidade mais numerosa de Barcelona (11.473), mas suspeita-se que muitos estão cadastrados como italianos, pois primeiramente passaram por aquele país.

Fonte: Diari AVUI - 18/02/2004


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