Nº 9                                                                   Julho de 2004


A ARQUITETURA DO FÓRUM EM DISCUSSÃO


Um congresso da UPC (Universidade Politécnica da Catalunha) argumenta que a praça e os edifícios da Zona Diagonal Mar estão fora do seu contexto social e cultural

Os representantes do congresso "A Arquitetura da Indiferença", inaugurado no dia 31 de junho em Barcelona, criticaram abertamente a arquitetura do Fórum 2004.


A arquitetura "indiferente", isto é, aquela que não leva em consideração o contexto cultural e social, a geografia, a sensibilidade artística e nem tampouco o meio ambiente é a protagonista deste congresso organizado pela Escola de Arquitetura de Barcelona da Universidade Politécnica da Catalunha (UPC).
Também se falará de um assunto que é totalmente o oposto, ou seja, aquilo que os organizadores do congresso chamam de "arquitetura responsável", que cria espaços sensíveis à vida social e ao meio ambiente.



Um bom exemplo da arquitetura "indiferente" ao seu contexto imediato seria a do próprio Fórum. Rogelio Salmona, arquiteto colombiano, discípulo de Le Corbusier, define o Fórum de "extravagante". Por sua vez, o presidente do congresso, Josep Muntañola, vai mais além: "Não estamos contra que se construa um espaço público em cima de uma depuradora. Isto, porém, não justifica a construção da praça do Fórum pois os resultados não atendem a nenhum contexto social.



A torre Agbar, da praça Les Glòries, desenhada por Jean Nouvel, é outro exemplo de arquitetura "fora do contexto". Para Rogelio Salmona, "este arranha-céu não tem nenhum sentido e em nada se relaciona com o entorno da praça". "Em Barcelona é preocupante esta proliferação de objetos sem sentido, apenas com o intuito de criar impacto nas revistas de arquitetura", complementa Salmona.

Este pensamento é apoiado pelo arquiteto finlandês Juha Leiviskä, que assegura que a torre de Nouvel não interage com nada do espaço público. "A torre possui uma qualidade escultórica, de design, mesmo até cibernética, mas não tem relação nenhuma com a geografia" afirma.

Com relação à esta tendência de encomendar mega projetos a arquitetos "estrela" internacionais, Rogerio Salmona aposta por uma arquitetura "não globalizada", que contenha "um compromisso ético, social e político, que resolva as necessidades da sociedade". "Não sou contrário a que os arquitetos trabalhem fora de seu país, mas um estrangeiro não conhece a realidade do país onde trabalha. Para tal, é necessário que ele crie raízes".




Montse Frisach - Barcelona
Diari AVUI - 01/07/2004

A CAPITAL DA CULTURA CATALÃ BANYOLES 2004 REALIZA A I FEIRA DO MUNDO DO FOGO


No próximo sábado , dia 10 de julho, será inaugurada na cidade de Banyoles ( Girona ), no marco da sua Capital da Cultura Catalã 2004, a I Feira do mundo do Fogo (I Fira del món del Foc) que se prolongará durante todo o fim de semana. Espera-se a afluência de público estimado em 5 mil pessoas, integrantes de 250 associações. Estarão presentes também o Sr. Josep Bargalló, Conselheiro-Chefe da Generalitat de Catalunya e o presidente da Organização Capital da Cultura Catalã, Xavier Tudela.

Trata-se de um projeto ambicioso, organizado pela Federação de Diabos e Demônios da Catalunha e a Prefeitura de Banyoles que tem como objetivo reunir todas as pessoas, entidades, grupos de diabos e empresas que protagonizam uma das tradições populares mais enraizadas dos Países Catalães, o mundo e a festa do fogo.

Será uma Feira que não se limitará somente ao aspecto lúdico e festivo, a uma mostra de material pirotécnico, a atuação dos diversos grupos de diabos e bestas do fogo, mas abordará também temas técnicos, organizacionais e sobretudo de formação.





Desta forma, a "Fira del món del Foc" de Banyoles contará com uma parte festiva, popular e participativa, aberta a todos e com espetáculos e atividades de rua.
Contará também com espaços destinados especificamente às entidades e empresas participantes, nos quais serão abordados temas de segurança, com a realização de workshops e com a elaboração de um documento que servirá de base para uma legislação específica, assim como também será lançada a Declaração das Agrupações de Diabos e Demonios da Catalunha, como Festa Nacional Patrimonial.

Barcelona, 5 de julho de 2004

Organização Capital de la Cultura Catalana




www.ajbanyoles.org

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