Nº 33                                                            março de 2008


Formação de grupo de castells (torres humanas) em São Paulo

A Associação Cultural Catalonia estará recebendo em São Paulo o representante de Relações Internacionais do grupo CASTELLERS DE VILAFRANCA, da cidade de Vilafranca del Penedès, na Catalunha.

Fèlix Miret Rovira permanecerá em nossa capital dos dias 21 a 27 de março para viabilizar um projeto de formação de grupos de castelos humanos, fundamentado como um trabalho social junto à periferia, tomando a experiência realizada em Santiago do Chile.

Esta é mais uma iniciativa do CATALONIA e sua vinda está vinculada a uma parceria com a AEB (Associação Evangélica Beneficente), uma entidade com 79 anos de existência, com inúmeros trabalhos realizados nas regiões carentes desta cidade.

Para mais informações vejam os sites:

» www.castellersdevilafranca.cat
» www.vilaweb.tv
» www.aeb-brasil.org.br


As pintoras catalãs da época moderna saem do esquecimento

'BUSTO FEMININO' (1928)

GEMMA TRAMULLAS
BARCELONA

Laura Radenez, Lluïsa Denís, Laura Albéniz, Leonor Carreras... Estes nomes sugerem alguma coisa? Provavelmente não, apesar de que foram artistas que influenciaram o ambiente intelectual e estético catalão desde os finais do século XIX até a ditadura franquista.

Se no lugar de seus nomes, citarmos o de seus maridos ou pais, serão logo reconhecidos: Apel.les Mestres, casado com Laura Radenez; Santiago Rusiñol, casado com Lluïsa; Isaac Albéniz, pai de Laura, e Modest Cuixart, marido de Leonor. O “Centre de Cultura de Dones Francesca Bonnemasion” acolhe até 26 de abril a pequena exposição Del fons a la superfície , que resgata as obras de 28 artistas catalãs (ou que residiram na Catalunha) e cujas obras estavam esquecidas nos porões dos museus.

A mostra inicia com uma edição fac-símile do Beatus de Girona, um livro datado ao redor do ano 975 e que contem as primeiras ilustrações assinadas por uma mulher, uma freira, que se chamava Ende. A última obra data do 1937. A ditadura franquista colocou também ponto final à criatividade feminina. A grande maioria das obras é de pinturas, contudo são exibidos também desenhos, gravuras, estampados e ilustrações, entre elas as assinadas por Lola Anglada durante a guerra civil.

RECUPERAR A MEMÓRIA
A curadora Núria Rius Vernet passou um ano mergulhada no fundo destes museus e instituições, lutando para conseguir que as obras viessem à luz. Muitas não puderam sair dos porões e outras que o conseguiram precisaram de uma restauração imediata. A intenção do “Centre Bonnemaison” é a de re-situar a aportação dessas mulheres no seu tempo, recuperar a sua memória criativa para as novas gerações e fazer com que suas obras seja expostas ao lado das dos seus companheiros.
Modernismo, novecentismo, cubismo, impressionismo e surrealismo manifestam-se nos quadros expostos. As obras de Ángeles Santos, Olga Sacharoff e Lluïsa Vidal são as assinaturas mais conhecidas e, entre as ausentes a de Remedios Varo, cujo legado encontra-se no México. Destaca-se um quadro de flores de Emilia Coranty, que em 1885 transformou-se na primeira mulher matriculada na escola de arte “Llotja”. A força e a qualidade técnica sobressaem nos nu e retratos.


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